Boletim Brasileiro de Educação Física
http://boletimef.org

 Pesquisa personalizada

| 日本語 | Ελληνικά | Català | Deutsch | English | Español | Français | Italiano | Nederlands |
 
  Quem somos
  Fórum
  Boletim
  Biblioteca Digital
  Currículos
  Links
  Lançamentos
  Eventos
  Contato
  Assinatura
 
  Acompanhe o
  BoletimEF no:
Acompanhe as últimas notícias do BoletimEF no Twitter
Participe da comunidade do BoletimEF no Orkut
 
 -Assinatura
Cadastre seu e-mail para receber gratuitamente o Boletim
 
 -Apoio
CBCE
EEFD/UFRJ
Pensar a Prática
 
 

Formação contínua de professores de Educação Física

Como citar este trabalho:
LIPPI, Bruno Gonçalves. Formação contínua de professores de Educação Física no estado de São Paulo: quais as políticas em jogo? 2009. 217 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
> Resumo  > Abstract  
A educação escolar organizada pela burguesia  ocidental tornou-se um símbolo da modernidade, pois, fundamentada nas ciências positivistas, disseminou os valores modernos como a racionalidade, a previsibilidade e a certeza. No entanto, nota-se que as explicações fornecidas pelo paradigma da modernidade têm sido questionadas nas últimas décadas, dando espaço para outras teorias da realidade social. Tal transitoriedade tem levado alguns estudiosos das questões sociais a vislumbrar o início de "novos tempos" - denominados, por alguns, de pós-modernidade -, enquanto outros interpretam que vivemos a "radicalização" da modernidade. Paralelamente a este momento histórico, assistimos à reestruturação do sistema capitalista, na qual grupos econômicos realizam mudanças periféricas no sistema econômicoprodutivo para manutenção da lógica do capital. Neste ínterim, faz-se então uma chamada pública por uma “nova” escola que prepare nossas crianças e jovens para os “novos” tempos. Na iminência de diversos e antagônicos projetos de sociedade e de escola, não por acaso, a formação de professores evidencia-se nos debates acadêmicos contemporâneos. Nossas preocupações focaram a política de formação contínua da rede estadual paulista, analisando os pressupostos que lhe dão sustentação. Neste sentido, o objetivo do estudo foi analisar criticamente a política de formação contínua dos professores de Educação Física organizada e implementada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo por meio das ações da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), tomando como referência, os
discursos contemporâneos sobre a formação contínua. Como método de investigação científica, optamos pela bricolagem, como definida por Kincheloe (2007) quando propõe, entre as tarefas do pesquisador, o entretecimento dos pontos de vista dos envolvidos, buscando romper com o reducionismo e a fragmentação dos métodos positivistas. A partir daí, entretecemos uma interpretação da realidade recorrendo aos pontos de vista dos atores da política formativa quando instadas a analisar o curso “A rede aprende com a rede”, ao discurso da mídia acerca do assunto e ao confrontamento com o referencial teórico. Interpretamos que a política estadual de formação contínua de professores insere-se no “pacote” de políticas educacionais neoliberais, que incluem os sistemas de avaliação externa, a remuneração por desempenho e o currículo. Ainda, observamos que a política formativa alinha-se, também, às políticas formativas hegemônicas contemporâneas que apostam na responsabilização, aperfeiçoamento e no mérito individual como valores centrais.
 

Download do trabalho completo






 
 
Copyright© 2001-2010 Boletim Brasileiro de Educação Física BoletimEF - Home Topo